domingo, 22 de março de 2009






Podemos verificar que as concepções de educação e de currículo definem os modelos de avaliação a serem adotados buscando uma harmonização com os padrões de qualidade enunciados pelo Ministério da Educação.
No que tange a EAD não há um modelo único, sendo que a natureza do curso e as reais condições do cotidiano e necessidades dos estudantes são os elementos que irão definir a melhor tecnologia e metodologia a ser utilizada, bem como a definição dos critérios de avaliação.
Dessa forma, o projeto político pedagógico deve apresentar claramente sua opção epistemológica de educação, de currículo, de ensino, de aprendizagem e do perfil do estudante que deseja formar, definindo a partir daí como se desenvolverão os processos de produção do material didático e, sobretudo de avaliação, delineando princípios e diretrizes que alicerçarão o desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem.
A opção epistemológica é que norteará toda a proposta de organização do currículo e seu desenvolvimento sendo que a organização em disciplina, módulo, tema e área refletem a escolha feita pelos sujeitos envolvidos no projeto. É importante que a avaliação e os instrumentos a serem utilizados sejam coerentes com a opção teórico-metodológica definida no projeto pedagógico e, no caso da EAD, é importante que privilegiem a interação e a produção coletiva de conhecimento.
A concepção de educação, currículo e avaliação dependem dos princípios metodológicos, epistemológicos e políticos explicitados no projeto pedagógico e que, a meu ver, devem privilegiar os aspectos científico, cultural, ético, estético, didático-pedagógico e motivacional bem como sua adequação aos estudantes e às tecnologias de informação e de comunicação.
A avaliação deve ser entendida como algo onde todos os sujeitos do processo de ensino e aprendizagem estão envolvidos e não como algo isolado. Dessa forma, é possível concebermos uma perspectiva de avaliação marcada pela lógica da inclusão, do diálogo e da construção da autonomia, da mediação, da participação, da construção da responsabilidade com o coletivo. Tal perspectiva de avaliação alinha-se com a proposta de uma educação mais democrática e inclusiva que considera as infindáveis possibilidades de realização de aprendizagens por parte dos acadêmicos.






Independentemente da abordagem adotada na concepção de um curso na
modalidade a distância, as suas características se resumem em o aluno e o
professor não se encontrarem no mesmo espaço físico; não há o deslocamento
a um local específico para se dedicar às tarefas de aprendizagem, a não ser em
casos particulares; não há um horário rígido e fixo para estudar; a aprendizagem acontece de forma individualizada, de acordo com o ritmo e as capacidades dos alunos,
independente do grupo; a aprendizagem tem como base materiais mediatizados, elaborados por especialistas, com a função de favorecer uma motivação extrínseca,
conducente a uma aprendizagem eficaz. A EAD também é caracterizada pelos ágeis mecanismos de inscrição; distribuição eficiente dos materiais de estudo; informação precisa, eliminando muitas barreiras burocráticas do ensino convencional; atenção e orientação aos alunos, tanto no período inicial do estudo como no seu transcurso; além da flexibilização, a autonomia e a auto-aprendizagem.

Como características fundamentais destacam-se:
Estudo independente ou em grupos - os alunos poderão participar individualmente ou em grupo ou ambas.
População estudantil relativamente dispersa, devido a diversos fatores: de ordem profissional, de localização, etc.
Como os alunos são de meios muito diversos e diferentes geralmente opta-se por adotar estruturas curriculares flexíveis, via módulos e créditos.
O aluno é obrigado a estudar por sua iniciativa, desenvolvendo habilidades de independência e de trabalho.
Largo numero de estudantes por curso, no sentido de rentabilizar o dinheiro investido.
Investimentos iniciais elevados mas que combinados com uma boa população estudantil serão minimizados (o custo decresce por aluno).
Não é necessário lecionar o curso em tempo real (Ex. Via WWW - o curso pode estar em paginas HTML).
Combinação de vários meios, desde material impresso passando pela videoconferência até à Internet.
O professor perde mais tempo na preparação e concepção das aulas. Neste sistema de ensino o professor tem que ser mais cuidadoso na forma de apresentar o curso.




A proposta do governo da utilização da Universidade Aberta a Distância em grande escala com o objetivo de aumentar significativamente o acesso ao ensino superior no Brasil vem recebendo várias críticas evidenciando o erro estratégico, político e pedagógico da proposta. Deve-se produzir uma educação a distância de qualidade e não apenas preocupada com “números” e “estatísticas”. Neste contexto, destaca-se a importância dos Fundamentos da EAD buscando subsidiar a nossa prática de projetos de cursos a distância de qualidade e a preocupação em se produzir um aprendizado significativo, colaborativo, inovador, crítico, interativo, vivencial, integrado, interdisciplinar, sem fronteiras, de baixo custo e customizado com utilização das tecnologias da informação e da comunicação.
É importante conhecer e utilizar-se das tecnologias de informação e comunicação com autonomia, criatividade e reflexão crítica para melhor elaboração dos projetos de EAD. Para isso é importante conhecermos os fundamentos da EAD para desencadear mudanças de posturas e de modelos de ensino necessários.
As perspectivas evolutivas da EAD revelam a importância crescente de se promover novos modelos de aprendizagem interativa. O estudo dos Fundamentos da EAD nos orientará na escolha de um modelo bem estruturado, integrado, flexível, globalizado e interdisciplinar bem como das técnicas apropriadas que nos orientará na elaboração dos projetos refletindo no material didático, no conteúdo, na programação, na avaliação e na prática educacional visando à renovação dos processos educacionais face às várias teorias que fundamentam a EAD.
Os Fundamentos da EAD constituem uma importante ferramenta para a melhoria do processo ensino e de aprendizagem face às novas demandas impostas pelas transformações no ambiente social e no mundo da produção material. Além do mais, os Fundamentos da EAD, possibilitam a elaboração dos projetos com maior eficiência, eficácia e qualidade.

sexta-feira, 20 de março de 2009

EAD PÓLO GUAIRA-SP







PROJETO GIRASSOL






EM GUAIRA SÃO OFERECIDOS OS SEGUINTES CURSOS PELA UNIDERP INTERATIVA



LETRAS - PORTUGUÊS/INGLÊS



ADMINISTRAÇÃO



SERVIÇO SOCIAL



CIÊNCIAS CONTÁBEIS



PEDAGOGIA

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA




Educação a distância é o processo de ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias, onde professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente.

É ensino/aprendizagem onde professores e alunos não estão normalmente juntos, fisicamente, mas podem estar conectados, interligados por tecnologias, principalmente as telemáticas, como a Internet. Mas também podem ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax e tecnologias semelhantes.

Na expressão "ensino a distância" a ênfase é dada ao papel do professor (como alguém que ensina a distância). Preferimos a palavra "educação" que é mais abrangente, embora nenhuma das expressões seja perfeitamente adequada.

Hoje temos a educação presencial, semi-presencial (parte presencial/parte virtual ou a distância) e educação a distância (ou virtual). A presencial é a dos cursos regulares, em qualquer nível, onde professores e alunos se encontram sempre num local físico, chamado sala de aula. É o ensino convencional. A semi-presencial acontece em parte na sala de aula e outra parte a distância, através de tecnologias. A educação a distância pode ter ou não momentos presenciais, mas acontece fundamentalmente com professores e alunos separados fisicamente no espaço e ou no tempo, mas podendo estar juntos através de tecnologias de comunicação.

Outro conceito importante é o de educação contínua ou continuada, que se dá no processo de formação constante, de aprender sempre, de aprender em serviço, juntando teoria e prática, refletindo sobre a própria experiência, ampliando-a com novas informações e relações.

A educação a distância pode ser feita nos mesmos níveis que o ensino regular. No ensino fundamental, médio, superior e na pós-graduação. É mais adequado para a educação de adultos, principalmente para aqueles que já têm experiência consolidada de aprendizagem individual e de pesquisa, como acontece no ensino de pós-graduação e também no de graduação.

Há modelos exclusivos de instituições de educação a distância, que só oferecem programas nessa modalidade, como a Open University da Inglaterra ou a Universidade Nacional a Distância da Espanha. A maior parte das instituições que oferecem cursos a distância também o fazem no ensino presencial. Esse é o modelo atual predominante no Brasil.

As tecnologias interativas, sobretudo, vêm evidenciando, na educação a distância, o que deveria ser o cerne de qualquer processo de educação: a interação e a interlocução entre todos os que estão envolvidos nesse processo.

Na medida em que avançam as tecnologias de comunicação virtual (que conectam pessoas que estão distantes fisicamente como a Internet, telecomunicações, videoconferência, redes de alta velocidade) o conceito de presencialidade também se altera. Poderemos ter professores externos compartilhando determinadas aulas, um professor de fora "entrando" com sua imagem e voz, na aula de outro professor... Haverá, assim, um intercâmbio maior de saberes, possibilitando que cada professor colabore, com seus conhecimentos específicos, no processo de construção do conhecimento, muitas vezes a distância.

O conceito de curso, de aula também muda. Hoje, ainda entendemos por aula um espaço e um tempo determinados. Mas, esse tempo e esse espaço, cada vez mais, serão flexíveis. O professor continuará "dando aula", e enriquecerá esse processo com as possibilidades que as tecnologias interativas proporcionam: para receber e responder mensagens dos alunos, criar listas de discussão e alimentar continuamente os debates e pesquisas com textos, páginas da Internet, até mesmo fora do horário específico da aula. Há uma possibilidade cada vez mais acentuada de estarmos todos presentes em muitos tempos e espaços diferentes. Assim, tanto professores quanto alunos estarão motivados, entendendo "aula" como pesquisa e intercâmbio. Nesse processo, o papel do professor vem sendo redimensionado e cada vez mais ele se torna um supervisor, um animador, um incentivador dos alunos na instigante aventura do conhecimento.

As crianças, pela especificidade de suas necessidades de desenvolvimento e socialização, não podem prescindir do contato físico, da interação. Mas nos cursos médios e superiores, o virtual, provavelmente, superará o presencial. Haverá, então, uma grande reorganização das escolas. Edifícios menores. Menos salas de aula e mais salas ambiente, salas de pesquisa, de encontro, interconectadas. A casa e o escritório serão, também, lugares importantes de aprendizagem.

Poderemos também oferecer cursos predominantemente presenciais e outros predominantemente virtuais. Isso dependerá da área de conhecimento, das necessidades concretas do currículo ou para aproveitar melhor especialistas de outras instituições, que seria difícil contratar.

Estamos numa fase de transição na educação a distância. Muitas organizações estão se limitando a transpor para o virtual adaptações do ensino presencial (aula multiplicada ou disponibilizada). Há um predomínio de interação virtual fria (formulários, rotinas, provas, e-mail) e alguma interação on-line (pessoas conectadas ao mesmo tempo, em lugares diferentes). Apesar disso, já é perceptível que começamos a passar dos modelos predominantemente individuais para os grupais na educação a distância. Das mídias unidirecionais, como o jornal, a televisão e o rádio, caminhamos para mídias mais interativas e mesmo os meios de comunicação tradicionais buscam novas formas de interação. Da comunicação off-line estamos evoluindo para um mix de comunicação off e on-line (em tempo real).

Educação a distância não é um "fast-food" em que o aluno se serve de algo pronto. É uma prática que permite um equilíbrio entre as necessidades e habilidades individuais e as do grupo - de forma presencial e virtual. Nessa perspectiva, é possível avançar rapidamente, trocar experiências, esclarecer dúvidas e inferir resultados. De agora em diante, as práticas educativas, cada vez mais, vão combinar cursos presenciais com virtuais, uma parte dos cursos presenciais será feita virtualmente, uma parte dos cursos a distância será feita de forma presencial ou virtual-presencial, ou seja, vendo-nos e ouvindo-nos, intercalando períodos de pesquisa individual com outros de pesquisa e comunicação conjunta. Alguns cursos poderemos fazê-los sozinhos, com a orientação virtual de um tutor, e em outros será importante compartilhar vivências, experiências, idéias.

A Internet está caminhando para ser audiovisual, para transmissão em tempo real de som e imagem (tecnologias streaming, que permitem ver o professor numa tela, acompanhar o resumo do que fala e fazer perguntas ou comentários). Cada vez será mais fácil fazer integrações mais profundas entre TV e WEB (a parte da Internet que nos permite navegar, fazer pesquisas...). Enquanto assiste a determinado programa, o telespectador começa a poder acessar simultaneamente às informações que achar interessantes sobre o programa, acessando o site da programadora na Internet ou outros bancos de dados.

As possibilidades educacionais que se abrem são fantásticas. Com o alargamento da banda de transmissão, como acontece na TV a cabo, torna-se mais fácil poder ver-nos e ouvir-nos a distância. Muitos cursos poderão ser realizados a distância com som e imagem, principalmente cursos de atualização, de extensão. As possibilidades de interação serão diretamente proporcionais ao número de pessoas envolvidas.

Teremos aulas a distância com possibilidade de interação on-line (ao vivo) e aulas presenciais com interação a distância.

Algumas organizações e cursos oferecerão tecnologias avançadas dentro de uma visão conservadora (só visando o lucro, multiplicando o número de alunos com poucos professores). Outras oferecerão cursos de qualidade, integrando tecnologias e propostas pedagógicas inovadoras, com foco na aprendizagem e com um mix de uso de tecnologias: ora com momentos presenciais; ora de ensino on-line (pessoas conectadas ao mesmo tempo, em lugares diferentes); adaptação ao ritmo pessoal; interação grupal; diferentes formas de avaliação, que poderá também ser mais personalizada e a partir de níveis diferenciados de visão pedagógica.

O processo de mudança na educação a distância não é uniforme nem fácil. Iremos mudando aos poucos, em todos os níveis e modalidades educacionais. Há uma grande desigualdade econômica, de acesso, de maturidade, de motivação das pessoas. Alguns estão preparados para a mudança, outros muitos não. É difícil mudar padrões adquiridos (gerenciais, atitudinais) das organizações, governos, dos profissionais e da sociedade. E a maioria não tem acesso a esses recursos tecnológicos, que podem democratizar o acesso à informação. Por isso, é da maior relevância possibilitar a todos o acesso às tecnologias, à informação significativa e à mediação de professores efetivamente preparados para a sua utilização inovadora.


Texto do Ivonio de Barros: Noções de Ensino a Distância: http://www.eca.usp.br/prof/moran/www.intelecto.net/ead/ivonio

Eduardo Chaves. Ensino a Distância: Conceitos básicos em:
http://www.edutec.net/Tecnologia%20e%20Educacao/edconc.htm#Ensino%20a%20Distância
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